Sema e Procon vistoriam postos de combustível
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terça-feira, 17 de julho de 2012
Marian Trigueiros <br> <br> Reportagem Local 
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), em conjunto com o Núcleo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), deu início, ontem, a uma operação de fiscalização e vistoria em postos de combustíveis da cidade. Três estabelecimentos - de bandeira branca - foram visitados durante a tarde para certificação da qualidade do combustível, bem como a regularidade dos registros de operação, licenças ambientais e notas fiscais. A operação irá vistoriar todos os 117 postos cadastrados de Londrina, tanto aqueles que estão funcionando quanto os desativados, nos próximos dois meses.
Nenhuma irregularidade foi encontrada com relação à qualidade do combustível nos locais visitados; todos estavam dentro do limite máximo permitido de álcool na composição da gasolina, que é de 20%. A porcentagem em questão é encontrada a partir da mistura de uma quantidade de 50 ml de gasolina a 50 ml de água. ''É importante salientar que qualquer cidadão pode solicitar esse teste'', afirmou o coordenador do Procon, Mário Kumagai.
Segundo ele, a presença do órgão se deu, sobretudo, para averiguar as condições de pagamento oferecidas. ''Recebemos algumas reclamações quanto à distinção de preços praticados para pagamento no cartão. Ou seja, locais estavam cobrando valores diferenciados para débito e crédito, o que é totalmente ilegal'', explicou o coordenador. Nos postos visitados não havia valores distintos de pagamento, mas os preços cobrados para os produtos chegaram a apresentar uma diferença de até R$ 0,40 para o litro de gasolina e de R$ 0,30 para o etanol.
Os três postos apresentaram a necessidade de adequações estruturais imediatas a serem realizadas. De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Gilmar Domingues, o objetivo maior da fiscalização é educativo e não punitivo. ''Por isso mesmo estamos dando prazos para as adequações necessárias. Até o momento nenhuma irregularidade grave foi constatada'', disse, pontuando que, no primeiro posto foi detectada apenas a necessidade de reparação de rachaduras no chão. No segundo, a reforma de canaletas e caixas separadoras de resíduos. Já no terceiro, aumento da cobertura em concordância com as canaletas. Cada posto recebeu notificação com um prazo distinto para as modificações.
Sócio-proprietário há quatro anos de um dos postos vistoriados, Bruno Pedro de Souza disse que fiscalizações como essa deveriam ser feitas constantemente. ''Acho que deveria haver uma espécie de varredura mesmo e em todos os postos. Só assim vão conseguir verificar quem está trabalhando de forma irregular e cobrando preços impraticáveis. Para não perder a clientela, estou praticamente pagando para trabalhar'', reclamou ele, que cobra R$ 2,59 no litro da gasolina e R$ 1,59 no litro do álcool. A média do preço cobrado no combustível em Londrina, segundo última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, é de R$ 2,69 na gasolina e R$ 1,78 no álcool.



