Sem um entrave, teríamos condições de acompanhar mercado
Folha - Qual a alternativa para a Sercomtel Celular?
Nedson: É continuar trabalhando para manter a empresa competitiva.
Folha - O senhor não pensa em vender a Sercomtel Celular?
Nedson: Como vou falar de vender a Sercomtel, se não posso porque uma lei me impede.
Folha - Por que o Executivo não encaminha um projeto à Câmara para revogar o plebiscito?
Nedson: Esta iniciativa não cabe ao prefeito e sim a Câmara.
Folha - Se revogar o plebiscito, o senhor vende a Sercomtel?
Nedson: Revogar o plebiscito não significa autorizar a venda. É claro que sem um entrave, que é o plebiscito, teríamos condições de acompanhar o mercado.
Folha - Em quanto está avaliada a Sercomtel Celular?
Nedson: Em 2001 falava-se em R$ 130 milhões. Hoje não tenho esta avaliação, mas acho que não chega a R$ 100 milhões.
Folha - Ter 43% do mercado não é uma quantia significativa?
Nedson: Temos esse mercado, mas não temos volume de negócios. As concorrentes ganham no volume de operações.
Folha - Existe algum grupo interessado na Sercomtel?
Nedson: Desconheço.
Folha - Falar em venda hoje envolveria todo o grupo Sercomtel, incluindo aí a telefonia fixa?
Nedson: Hoje isso não estaria em discussão, porém as duas empresas são interdependentes. Existe uma troca financeira, onde uma custeia a outra. Hoje não temos como desvincular uma empresa da outra. É um assunto que tem que se analisar.
Folha - Tem havido alguma conversa com os sócios (Copel) da Sercomtel sobre possíveis oportunidades de negócio?
Nedson: Nunca falei com a Copel sobre isso, até porque esta é uma decisão do governador.
Folha - E com o governador (Roberto Requião)?
Nedson: Na época (2001) ele já se posicionou favorável à venda, mas nós nunca tocamos no assunto.





