Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fazem hoje uma manifestação na Boca Maldita, centro de Curitiba, para lançar, oficialmente, a ‘‘Marcha pelo Brasil’’, no Paraná. Eles vão distribuir alimentos para a população e pretendem encenar peças de teatro.
A marcha inicia pelos municípios de Foz do Iguaçu, Capanema, Pato Branco, Bituruna, Campina da Lagoa, Umuarama, Querência do Norte e Paranacity. Eles vão percorrer vários municípios até chegar à capital. A estimativa é que cheguem em Curitiba somente no dia 9 de setembro. Os grupos de Querência do Norte e Paranacity marcaram encontro em Londrina, no dia 25 de agosto. No dia 5 de setembro, todos devem estar em Ponta Grossa, de onde seguem juntos até a capital.
Além do movimento paranaense devem ocorrer outras 90 marchas em todo o País. Segundo os coordenadores do MST, as caminhadas servem para chamar a atenção da sociedade para os problemas agrários do País. Eles cobram do governo federal a agilização da reforma agrária. Na última marcha, os sem terra foram até Brasília, onde ficaram acampados em frente ao Congresso Nacional.
Dez mil Um dos objetivos da ‘‘Marcha pelo Brasil’’ é chegar a Curitiba no dia 9 de setembro próximo com 10 mil pessoas. Segundo Solange Luíza Parcianello, uma das coordenadores da coluna que sai hoje cedo de Paranacity (a 66 km de Maringá), haverá uma média de 250 pessoas por coluna.
Antes de Curitiba, as colunas deverão se encontrar em Ponta Grossa no dia 29 deste mês; de lá, unidas, marcharão para a capital. A coluna que sai de Paranacity vai até Cruzeiro do Sul, a 6 km de distância; percorre mais 26 km até Colorado, segue para Itaguajé, Santa Inês, Porecatu, até Ponta Grossa.
A outra coluna da região Noroeste vai sair de Querência do Norte e passar por Paranavaí, Maringá e Londrina antes de chegar a Ponta Grossa.
Existem hoje no Paraná 15 mil famílias em assentamentos e áreas ocupadas, informou Solange.

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