Sem subsídio, gás pode subir até 15%
Agência Estado
O superintendente de abastecimento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), José Carlos Quijano, informou ontem que o fim dos subsídios para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, deve elevar em 15% o preço final para o consumidor. Com base na lei do petróleo, de agosto de 1997, o fim do subsídio deverá ocorrer até agosto do ano 2000. O diretor da ANP Julio Colombi acredita, no entanto, que a retirada do subsídio poderá ocorrer em menos tempo.
Segundo Colombi, o percentual de aumento dos preços, previsto para 15%, pode variar em função da competitividade do mercado. Ele lembrou que a redução do subsídio incentivará a importação de gás, o que acirrará a competição no mercado.
O diretor geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylberstajn, e o presidente do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), Julio Cesar Carmo Bueno, assinaram ontem no Rio o primeiro convênio para fiscalização de gás de cozinha. Pelo convênio, o Inmetro vai passar a fiscalizar todos os botijões de gás em uso no Brasil. O secretário-adjunto de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Sérgio Portugal, participou da solenidade, juntamente com Quijano e Colombi.
O Inmetro passa a regular o transporte e os centros de troca de botijões. Com a aprovação, ano passado, do código de auto-regulamentação, as empresas assumiram o compromisso de só encherem e distribuírem recipientes próprios. O Inmetro coordena também o programa nacional de requalificação dos 68,8 milhões de botijões em uso no Brasil.

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