Sem saida para efeito dominó
A crise parece que chegou efetivamente ao Paraná, depois das inúmeras demissões que ocorreram este mês no setor industrial, entre eles o automobilístico, em Curitiba e região metropolitana, hoje foi a vez da Hussmannn fechar as portas, em Londrina. Segundo o economista Azenil Staviski, não há como escapar da crise e os primeiros meses do próximo ano devem ser difíceis.
O reflexo dos problemas financeiros mundiais devem ser sentidos ainda em outros setores, tal como um efeito dominó, acredita Staviski. Ele comentou que esse tipo de crise não exclui ninguém países e setores da economia por conta dos negócios de exportação e importação. A crise, segundo ele, atingiu diretamente grandes países e provocou a desaceleração das exportações. Países que eram grandes importadores, como Estados Unidos e China, deixaram de comprar. A retração, nesse sentido, foi muito forte e atingiu a economia global, ressaltou Stavisk.
Com a queda nas exportações, o que tem sido a realidade em muitas empresas brasileiras, os planos de investimentos começaram as ser revistos e reduzidos. Para evitar problemas ainda maiores, algumas indústrias estão demitindo. O problema é que com isso cai a renda na sociedade como um todo, começa a desacelerar a venda de bens duráveis como imóveis, carros e até alguns eletrodomésticos de alto valor. As pessoas começam a diminuir o consumo. É um efeito em cadeia, lamentou, ressaltando que o cenário é de multiplicação de expectativas negativas.
Na opinião dele, o governo federal mantém uma visão positiva da crise porque se for o contrário vai ser ainda mais difícil conseguir se sair bem dessa situação. Imagine se o empresário estiver pessimista, as pessoas pessimistas e o governo também pessimista? O problema será ainda maior, acrescentou.
Outro fator, é que o governo está disposto a investir, está acenando com algumas medidas para liberar crédito e fazer fluir a economia. Além disso, tem previsto obras de infra-estrutura. Mas o processo é lento e os resultados a médio e longo prazos. As pessoas e principalmente as empresas precisam ter calma e não desanimar, adiantou o economista, frisando que o governo tem se comportado da forma mais correta neste momento. A curto prazo, o economista não vê muitas soluções. É difícil fazer previsões, mas é possível acreditar que os primeiros meses do ano não serão fáceis, alertou. (E.Z.)





