Sem redução de IPI, Fenabrave prevê 'esfriamento no mercado'
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terça-feira, 31 de julho de 2012
Redação FolhaWeb 
''Este é um cenário que eu não gostaria nem de pensar.'' Foi desta forma que o presidente da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flávio Meneghetti, reagiu à declaração de ontem do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a possibilidade do governo não prorrogar a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os veículos novos.
De acordo com o ministro, a redução - que iniciou em maio e segue até dia 31 deste mês - foi muito bem sucedida no objetivo de impulsionar a indústria do setor. Mantega completou dizendo que não está em ''cogitação neste momento a prorrogação do prazo'', justificando que ''o que foi combinado é o que estamos cumprindo''.
De acordo com a Fenabrave, após a redução dos encargos sobre os veículos novos houve um incremento de 27% nas vendas do setor, impulsionado principalmente pelos chamados carros de entrada (1.0, com opcionais básicos), que sofreram queda nos preços em média de 10%. Números da entidade apontam que os emplacamentos diários no País saltaram de 13 mil para 16 mil unidades após a queda do IPI.
''O mercado reagiu graças a um conjunto de ações que envolveram o governo e a indústria automobilística. Caso a prorrogação do prazo não ocorra, certamente o mercado vai voltar a esfriar'', decretou Meneghetti.
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