Na próxima terça-feira o governo coloca na mesa de negociação com as centrais sindicais todas as propostas recebidas com o objetivo de conseguir os recursos necessários para o pagamento de R$ 40 bilhões das contas vinculadas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referente ao expurgo dos planos Verão e Collor. O governo encampa a proposta unânime de pagar num único ano todos que têm até R$ 1 mil a receber, o que pelas contas feitas pelos técnicos representará R$ 7 bilhões e beneficiará 90% dos trabalhadores com direito a receber a reposição.
‘‘Não há hipótese do pagamento ser feito de imediato, sem um período mínimo de carência’’, disse um alto interlocutor do governo. Na reunião que se anuncia difícil e que precederá o mesmo encontro com os representantes patronais no dia seguinte, o governo deverá bater nos mesmos pontos que vêm sendo, reiteradamente, repetidos pelo ministro do Trabalho, Francisco Dornelles. Para o governo o FGTS é um fundo privado e o Tesouro Nacional não vai injetar nenhum tostão para pagar a conta herdada.
Dezenas de planilhas de cálculos foram feitas com todas as alternativas, o que levou os técnicos a concluír que ‘‘dará para pagar a conta em oito anos, com três anos de carência embutidos nesse período’’.

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