Sem prognóstico para a crise
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Ana Paula Ribeiro 
São Paulo - O presidente de Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fabio Barbosa, afirmou ontem que é difícil fazer um prognóstico sobre quando irá ocorrer o fim da crise externa. No entanto, avalia que o sistema no Brasil é sólido e que os ativos são contabilizados de forma transparente, o que evitaria surpresas. ''Não existe questionamentos sobre a situação do Brasil. A liquidez interna é boa'', disse.
Barbosa lembra que os bancos centrais estrangeiros, em especial o americano Federal Reserve, tem agido para preservar o sistema financeiro e sanear as instituições que afetam o maior número de pessoas. ''Isso não quer dizer que os acionistas sairão ilesos.'' Ele acrescentou que diferentemente de setores industriais específicos, uma crise no setor financeiro impacta toda a economia por ter um efeito multiplicador. Para o presidente da Febraban, a redução da liquidez externa terá impacto nos prazos dos financiamentos internos que utilizam esses recursos, como os voltados para o comércio exterior. ''Existe uma tendência de encurtamento de prazos, mas não dá para dizer que é significativa e que tenha impacto na economia.'' Na avaliação de Barbosa, o crescimento da economia chinesa deverá atenuar o impacto da crise externa devido ao potencial do mercado interno daquele país. Ele ressaltou que trata-se de uma opinião pessoal e não da Febraban.


