Sem Muralha, redes prometem investir R$ 140 mi
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
Nelson Bortolin <br> <br> Reportagem Local 
Caso seja confirmada a queda da Lei da Muralha na sessão da Câmara de Vereadores de Londrina na próxima terça-feira, duas redes supermercadistas prometem investir pelo menos R$ 140 milhões e gerar 1,1 mil empregos na cidade. Cauteloso diante da possibilidade de uma reviravolta, os empresários não quiseram dar entrevista, mas enviaram informações sobre as lojas que pretendem implantar.
Na última quinta-feira, a Câmara aprovou em primeiro turno o projeto 161/2011, do vereador Roberto Fú, que revoga a Muralha (lei 9.689/2005). Mas a matéria ainda precisa passar por nova votação na terça-feira.
A lei proíbe a instalação de grandes supermercados (com mais de 1.500 metros quadrados de área de venda) e de grandes lojas de material de construção (com mais de 500 metros quadrados de área de venda) em praticamente toda a cidade. E sempre foi vista como uma reserva de mercado para os estabelecimentos dos dois segmentos já instalados em Londrina. .
A rede Angeloni - que tem sede em Santa Catarina - quer instalar duas lojas na cidade, uma na Avenida Madre Leonia - perto do Shopping Catuaí -, e outra no Londrina Norte Shopping. Ambas estão impedidas pela Lei da Muralha. O investimento total, segundo a assessoria de imprensa, é de R$ 100 milhões.
A loja da Madre Leonia, se a Muralha cair, ficará num terreno de 22 mil metros quadrados e terá área de venda de 5.700 metros quadrados, quase quatro vezes maior que o limite permitido hoje pela lei. Ela terá 25 lojas de apoio e praça de alimentação com 320 lugares. O projeto também conta com 600 vagas para estacionamento. E os empregos diretos são estimados em 420.
Já no shopping da Zona Norte, a Angeloni quer implantar uma loja com 3.897 metros quadrados de área de venda. Apesar da Muralha, a empresa prevê se instalar até o fim do ano, gerando 280 empregos diretos.
No final de 2011, o prefeito Barbosa Neto (PDT) tentou aprovar na Câmara um projeto de lei que reduzia em 20% o tamanho da Muralha, deixando de fora justamente a área do shopping. Se tivesse sido aprovado, a loja da Angeloni já estaria liberada. Mas a proposta foi rejeitada.
Já a Rede Condor, que já tem uma loja na região Central de Londrina, perto do Estádio Vitorino Gonçalves Dias, adquiriu um terreno na Rua Prefeito Faria Lima, nas imediações da Avenida Maringá. Segundo a assessoria de imprensa, o investimento previsto é de R$ 40 milhões, com a geração de 400 empregos.
A Rede Destro, com sede em Cascavel, também possui terreno em Londrina, na PR-445 (Zona Sul), mas não pode construir porque a área está dentro da Muralha. A reportagem não conseguiu entrevistar o empresário João Destro ontem. Também não foi possível obter novas informações sobre o empreendimento.
Em entrevista à FOLHA, no ano passsado, ele disse que pretendia fazer um negócio ''grandioso'' em Londrina, gerando perto de mil empregos.


