Ao menos duas vezes ao mês o engenheiro químico Antonio Carlos Rocha viaja a trabalho de avião. Há cerca de um ano e meio teve sua bagagem extraviada e um pouco de dor de cabeça para recuperá-la. Ele, que mora em Porto Alegre, veio a Londrina para uma visita familiar e ao chegar não conseguiu encontrar seus pertences. ''Tive de usar roupas do meu irmão porque tudo o que trouxe estava na mala'', diz. ''Depois de muita burocracia, passados 10 dias ela foi entregue em casa''.
Rocha, que também já ficou horas em aeroporto esperando voo atrasado, reclama que há falta de informação. ''Você fica abandonado na fila sem saber direito o que está acontecendo''. Em suas viagens, o engenheiro já chegou a passar a noite no aeroporto; foi acomodado em hotel e, também já recebeu alimentação por estar há mais de duas horas esperando.
A bagagem da aposentada Ana Maria Cesar Casoni não foi despachada de São Paulo para Paris no ano passado, quando ela foi visitar a capital francesa. ''Quando cheguei na França tive de comprar agasalhos antes de ir para o hotel porque a temperatura estava bem baixa e as minhas roupas todas na mala'', conta. ''Como tinha o número do ticket e já tinha conversado na companhia, em cinco dias a bagagem foi entregue'', relata. (A.V.)

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