Sem gás natural, Eliane trocará Londrina pela BA
O gás natural é prioritário para a permanência da fábrica da Eliane Revestimentos Cerâmicos em Londrina, segundo o superintendente da empresa, Paulo Bordignon. Ele revelou que a direção da Eliane analisa a possibilidade de montar uma unidade na Bahia, desmontando a unidade local. Das treze indústrias do grupo, a de Londrina é a única não abastecida com gás natural.
Com o início da operação do gasoduto Bolívia-Brasil, todos os concorrentes da Eliane já estão utilizando gás natural. Como ainda usamos o GLP, pagamos entre 30% e 40% mais do que a concorrência por combustível. Isso representa 12% mais no custo.
A perda de competitividade reduziu a participação da Eliane no mercado interno em 20%. Preocupados com a chegada do gás boliviano, começamos a fazer um trabalho forte em cima do mercado externo. Dos 370 mil metros quadrados produzidos por mês na unidade de Londrina, 300 mil metros estão sendo vendidos para os Estados Unidos, Canadá e outros países da América do Sul, disse Bordignon.
A diferença de custo vai compensar o fato da nova sede ficar longe do Porto de Paranaguá, segundo o empresário. Em Londrina, trabalham 132 funcionários. (C.L.)





