Brasília O ministro da Defesa, José Viegas Filho, advertiu ontem os funcionários da Varig que resistem à fusão com a TAM que, caso este processo não seja concluído, a empresa ''corre o risco de fechar''. Embora o governo não esteja participando diretamente da assinatura do protocolo de intenções entre as duas empresas, a expectativa do ministro é de que ''dentro de alguns dias'' o acordo seja fechado porque restavam apenas ''alguns entendimentos jurídicos para serem concluídos''.
Viegas reconhece que é um direito dos funcionários da Varig se colocarem contra o acordo. Mas, para ele, isso não ajuda em nada. ''O que eles querem? Se não houver a fusão, qual a solução?'', questionou o ministro.
Sobre a manifestação dos funcionários da Varig, que tomaram parte do aeroporto Santos Dumont em protesto à fusão, o ministro disse que esta é ''uma reação natural''. Ponderou, no entanto, que ''isso em nada não contribuiu para resolver o problema''. E acrescentou: ''Há uma ansiedade dos funcionários da Varig, mas não acredito que isso possa atrapalhar o acordo.''
Ao falar sobre o entendimento entre Varig e TAM, o ministro insistiu que o governo tem uma expectativa muito grande para que o acordo seja concretizado o mais rápido possível. De acordo com o ministro, o fechamento do acordo envolve dois momentos. O primeiro deles, de negociação, e o segundo, do entendimento formal, que depende de uma completa avaliação jurídica, podendo levar ainda mais uns dias para ser finalizado.
''O momento de negociação substantiva está concluído, mas a avaliação jurídica pode levar mais alguns dias'', comentou o ministro, sem precisar quando espera que o processo seja encerrado.

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