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| Foto: Fotos: Marcos Zanutto
A melhor forma de avaliar o momento da troca é o Tread Wear Indicators (TWI), indicador em formato de triângulo localizado na lateral dos pneus


Quem vai viajar precisa estar atento às condições do veículo. Mas quando as férias acabam é importante não se esquecer de que o carro continua precisando de cuidados. Os pneus são uns dos itens que exigem manutenção periódica para que continuem funcionando corretamente e em segurança. Você já avaliou o estado dos pneus do seu carro?

Há várias categorias de pneus indicadas para cada tipo de veículo. Os mais comuns são os convencionais (ou passeio), de alta performance (para veículos mais esportivos), os próprios para camionetes e SUVs e outro tipo feito para off-road (para quem pega estrada e terrenos mais pedregosos). Para quem deseja gastar um pouco mais, o Run Flat é uma tecnologia que permite que o carro trafegue em situações de emergência, quando há perda rápida de pressão. Esta tecnologia pode custar três vezes mais do que o valor dos pneus tradicionais.

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Quando o desgaste atinge o TWI, significa que está em profundidade inferior a 1,6mm e o pneu deve ser trocado



DURABILIDADE E CONDIÇÕES
A durabilidade dos pneus varia entre 40 mil e 50 mil quilômetros, podendo alterar de acordo com o perfil do condutor e sistema viário. Se o motorista tem direção mais agressiva, com frenagens mais bruscas, por exemplo, a durabilidade tende a cair, já que os pneus sofrerão maior desgaste. O solo mais desnivelado, esburacado, também pode exigir a troca em menos tempo.

A melhor forma de avaliar o momento da troca é o Tread Wear Indicators (TWI), é um indicador em formato de triângulo localizado na lateral dos pneus. Quando o desgaste atinge essa marca, significa que ele está em profundidade inferior a 1,6mm e deve ser trocado. Este também é o índice utilizado pela fiscalização e pode gerar multa grave de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira ao condutor.

MANUTENÇÃO
A calibragem deve ser feita periodicamente seguindo as instruções do fabricante. De acordo com Rogério Lacerda César, proprietário da Roger Pneus, hoje já existe tecnologia que pode manter a pressão corrigida por mais tempo, entre quatro a cinco meses, com a injeção de nitrogênio em vez de ar comprimido. Para quem não se importa com as calibragens periódicas, só é preciso lembrar que os pneus devem estar frios no momento da manutenção e o índice de pressão deve ser de acordo com a carga do veículo.

César lembra também que a cada cinco mil quilômetros é necessário fazer o alinhamento, que permite o desgaste regular dos pneus e evita que o carro desvie ou puxe para um dos lados. O rodízio também serve para alternar a posição entre as rodas para que as fricções fiquem em posições diferentes, evitando desgaste excessivo. O balanceamento, que suprime trepidações no volante, também entra como manutenção junto com a cambagem, que distribui o peso do carro sobre a banda de rodagem. A manutenção básica, com alinhamento e balanceamento, pode custar em média R$ 80.

COMPRAR OU REFORMAR?
Janaína Oliveira, representante da Goodyear em Londrina, explica que pneus novos são componentes de segurança, mas é preciso estar atento às especificações do fabricante para não comprar errado, gerando custo e insegurança. Os pneus possuem marcações indicando suas características. Um modelo com o código 175/65 R14 82T, por exemplo, apresenta a largura do pneu (175), altura – perfil baixo ou alto - (65), o tipo da construção (R =radial), diâmetro do aro (14), índice de carga de cada pneu (82) e T como símbolo de velocidade máxima.

Há ainda quem prefira reformar. Muitos usuários optam por soluções mais baratas, utilizando os recursos de "riscar" os pneus, o que não é recomendado pelos fabricantes. Este processo consiste em redesenhar a banda de rodagem quando eles atingem a marca do TWI e não possui o selo de qualidade.

Mas existem processos de reforma e revenda de pneus usados certificados pelo Inmetro. A recapagem consiste na substituição da borracha em contato com o solo, recauchutagem, troca da borracha da banda de rolagem e ombros da carcaça, e a remoldagem, que reveste toda a parte externa do pneu com nova camada. A última portaria, que visa menor burocracia para obtenção de registro, é de outubro de 2015 e deu o prazo de 24 meses para adequação das reformadoras, ou seja, os requisitos de reforma passarão a ser obrigatórios e fiscalizados a partir de outubro deste ano.

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