Sem contratar técnicos, PR não será reconhecido
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segunda-feira, 20 de julho de 1998
Guto Rocha 
A demora na contratação de médicos veterinários e engenheiros agrônomos por parte do Estado já comprometeu os planos do setor pecuário em solicitar junto à Organização Internacional de Epizootias (OIE), na França, a declaração do Paraná como área livre de aftosa. Segundo o assessor da Faep, Carlos Augusto Albuquerque, pela programação dos Estados que formam o circuito Centro-Oeste (Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais), o exame de sorologia do rebanho seria realizado este ano, e o pedido de reconhecimento de área livre pela OIE seria feito em 1999.
Com o atraso na contratação dos técnicos, o Paraná só poderá fazer a sorologia no ano que vem e pedir a declaração no ano 2000. Isso compromete não só o Paraná, mas os Estados do circuito, afirmou. O Paraná já poderia solicitar a declaração de área livre porque está há 36 meses sem aftosa. Mas além da não-ocorrência da aftosa, o Paraná necessita de pessoal para fazer coleta de material para sorologia, fiscalizar e vacinar. Temos que provar que o sistema é confiável, comentou.
A estrutura do Serviço de Defesa Sanitária do Estado não é renovada há vários anos. Muitos técnicos se aposentaram e não foram substituídos, e a agropecuária não parou de crescer. O grupo que está na ativa é bom mas insuficiente, comentou.
O secretário do governo, José Cid Campelo Filho, afirmou que o decreto para a contratação dos técnicos está pronto. O governador só não assinou por causa da Lei Rita Camata, que determina que o Estado gaste no máximo 60% da sua arrecadação com folha de pagamento, explicou. A folha de pagamento do Estado representa 72% da arrecadação.


