Sem consenso, novo pacote fica emperrado
Uma alta fonte do governo argentino revelou ontem à Agência Estado que o pacote econômico e a reforma ministerial não foram anunciados por falta de consenso dentro e fora do governo. Na reforma ministerial a única decisão até o momento é a manutenção do ministro de Economia, Domingo Cavallo, do chanceler Adalberto Rodríguez Giavarini e do chefe de gabinete da Presidência, principal articulador político do governo, Chrystian Colombo.
No pacote econômico estão definidas as medidas relacionadas ao incremento do consumo e abertura de crédito. Os cortes necessários para a manutenção do déficit zero estão sendo negociados com os governadores e as bancadas da Aliança e do PJ (Partido Justicialista). A ampliação do dólar, considerada o primeiro passo para a dolarização da economia, ainda não está fechada entre o governo e o assunto não deverá fazer parte do pacote, conforme informou a fonte da Casa Rosada.
Confirmando o que já havia informado ontem, a idéia do governo é de não adiantar nenhuma medida isolada para que o impacto das mesmas sobre o mercado seja ''contundente e produza uma queda na taxa de risco país e dos juros'', disse a fonte. As medidas que dizem respeito à negociação com os bancos e com os fundos de pensão para a troca da dívida, operação também já detalhada com antecipação, deverão fazer parte do chamado megapacote.





