Sem compradores,
Amazônia perde
guaraná e cupuaçu

De Brasília
Por falta de indústrias e compradores, mais de 20 toneladas de guaraná e 10 toneladas de cupuaçu correm o risco de se perder em Cujubim, a 246 quilômetros de Porto Velho, capital rondoniense. ‘‘Estamos perdendo uma riqueza amazônica obtida sem adubação química’’, lamentou o prefeito João Becker (PT).
Cujubim cultiva 150 hectares (165 mil pés) e 60 ha (375 mil pés) de guaraná. O prefeito não sabe o que fazer para salvar a safra. Ele pediu ao senador Amir Lando (PMDB-RO) que procure apoio nos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento. João Becker tem vagas informações de que a Pepsi Cola teria interesse pelo guaraná.
Cultivado por pequenos produtores, o guaraná é adquirido normalmente por atravessadores, que revendem a fruta para indústrias de refrigerantes. De igual modo, o cupuaçu, utilizado para suco, manjar e bombons, está sendo colhido, mas não tem compradores. Apesar de tudo, prospera a fabricação caseira de bombons, incentivada pelo Sebrae. Essa fruta não dura mais que um mês após a colheita, daí a pressa do prefeito em atrair compradores.
Além do café (3.238 ha e 29,4 milhões de pés) e da madeira, há dois anos Cujubim começou a plantar cacau – já tem 23 hectares com 14,3 milhões de pés, acompanhados pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, e pupunha (23 ha) para palmito.
Se tiver aprovado um projeto de R$ 430,7 mil na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a cooperativa do município espera desenvolver a agroindústria.