Gilberto Santos, coordenador da campanha de Alex Canziani (PTB) para deputado federal, foi o primeiro vice-prefeito de Londrina, em 1962. Com vários anos de ‘‘estrada’’ política, Santos garante nunca ter visto uma campanha eleitoral tão pobre. ‘‘Há 60 dias das eleições, quase não há movimentação de candidatos nas ruas’’, diz. Ele afirma que a campanha está sendo na base do corpo-a-corpo. ‘‘Os colaboradores fazem visitas e reuniões. Gastamos o mínimo com brindes’’.
O secretário geral do PMDB e um dos tesoureiros da campanha de Roberto Requião (PMDB), José Maria Correia, afirma que o que vale é a criatividade. ‘‘Foi difícil arrecadar dinheiro. Os pequenos e médios empresários, que normalmente colaboram, vivem um momento difícil. Além disso, desta vez estamos na oposição e os empresários estão mais próximos da situação’’.
Ele diz que nesta campanha será usada mais mídia eletrônica do que os tradicionais comícios. ‘‘Também deixamos de gastar com bonés, camisetas e chaveiros porque o eleitor deixou de valorizar estes brindes. Esta é a campanha do outdoor e da TV’’.
Já o coordenador da campanha de Nedson Micheletti (PT) para o senado, André Vargas, garante que nada mudou para o seu partido. ‘‘Continuamos dependendo da militância. A arrecadação de fundos está ainda mais complicada com a recessão’’. (Cláudia Lopes)

mockup