Sem argentinos, Camboriú quer atrair turista chileno
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quarta-feira, 02 de janeiro de 2002
Agência Estado 
A prefeitura do Balneário Camboriú, principal destino turístico do Estado de Santa Catarina, está divulgando a beleza de suas praias no Chile. O objetivo é seduzir o turista chileno para ocupar o espaço deixado pelo argentino que, premido pela crise econômica do seu país, terá menos presença na costa brasileira neste verão. O prefeito Leonel Pavan (PSDB) e uma comitiva de hoteleiros do município esteve em Santiago, em novembro, em plena crise argentina, para mostrar as vantagens do verão catarinense. Não podemos ficar presos a um único mercado, disse o secretário municipal de turismo, Osmar Nunes Filho.
Ele se referia à forte dependência do turista argentino para garantir a ocupação dos 20 mil leitos oferecidos pelos 110 hotéis e 100 pousadas do balneário, sobretudo durante os meses de fevereiro e março. Com o fim das férias escolares no Brasil, ficamos na dependência desse turista para completar a temporada, explicou.
No início de 2001, as praias de Camboriú foram visitadas por 308 mil turistas estrangeiros, mais de 80% argentinos. É bem mais que os 233 mil que estiveram na capital, Florianópolis. A receita gerada, de US$ 99,6 milhões, é três vezes superior à arrecadação anual da prefeitura, de R$ 80 milhões, igualando a de Florianópolis que arrecada anualmente cerca de R$ 220 milhões. A queda no número de turistas argentinos deve ser de 50%, segundo o secretário. O impacto maior ocorrerá em março, quando o turista estrangeiro responde por 90% da ocupação hoteleira da cidade. Antes de partir para a ofensiva no Chile, a secretaria fez uma pesquisa entre os empresários do setor. Chegamos à conclusão de que a diferença cambial favorece o turista daquele país. Um peso chileno vale 1,5 real.


