Mais uma semana se encerra e nenhuma notícia concreta sobre ajuste fiscal e pacote de ajuda do FMI chega ao mercado. Foi mais uma semana de pouco volume e cautela nas bolsas domésticas. Nem mesmo a realização na próxima segunda-feira do exercício de opções na Bovespa animou o mercado. Embora o pequeno movimento de ontem na bolsa paulista tenha girado em torno dele.
Como existem muitos players vendidos na série do Recibo de Telebrás a R$ 90,00, houve uma pressão para segurar a blue chip mais negociada no mercado local. É que ontem, após o anúncio da redução das taxas de juros do Fed, o recibo subiu forte e bateu nos R$ 89,99 no fechamento.
Mas esse movimento não se confirmou ontem. O Recibo de Telebrás PN valia R$ 87,20 no encerramento do pregão e a possibilidade do exercício da opção a R$ 90,00 perdeu força, pelo menos por ora.
Isso foi reforçado ainda pelo fato de que também o volume de negócios com o ADR de Telebrás foi pequeno ontem, dia de exercício de opções na Bolsa de Nova York. ‘‘Hoje o mundo não quer que a Telebrás suba’’, brincou um operador, referindo-se ao grande número de posições vendidas a R$ 90,00.
Com a pressão exercida pelos players vendidos, a Bovespa encerrou o dia com queda de 2,43%, para 6707 pontos. O Ibovespa futuro caiu 3,15%. Recibo de Telebrás PN fechou em baixa 3,10%. O volume de negócios ficou ainda menor que o de ontem. A Bovespa movimentou apenas R$ 396.715 milhões.
Apesar da falta de notícias concretas, o mercado não tem mais dúvidas de que o pacote de ajuda do FMI virá. Anteontem o presidente Bill Clinton anunciou o aporte de US$ 18 bilhões para o FMI. Neste final de semana, o secretário de Assuntos Eonômicos do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, chega a Washington com uma bagagem preciosa: o programa de ajuste fiscal do governo para ser apreciado pelo Fundo.
Que as negociações prosseguem firmes, ninguém tem dúvida. Resta saber quando será acertado e quanto será colocado à disposição do País. Ainda não se sabe quando o anúncio dos ajustes será revelado por aqui. Mas o mercado já aposta que só deve chegar depois das eleições estaduais. Qualquer antecipação será uma surpresa.
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