Sem ajuda, será difícil AL superar crise, diz Fischer
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quinta-feira, 01 de outubro de 1998
Rita Tavares Agência Estado 
O vice-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Stanley Fischer, voltou a defender a necessidade de ajuda aos países latino-americanos, para que eles possam vencer a crise financeira. Os spreads na América Latina estão absurdamente altos, mas se ninguém emprestar a eles, será muito difícil superar a crise. Temos que encontrar mecanismos para isso, disse.
Sem detalhar, Fischer admitiu que há um debate sobre mecanismos para o controle dos fluxos de capital, o que ele considerada, muito, muito perigoso. Nós temos de ter uma solução para isso muito rapidamente, completou o segundo homem na hierarquia do FMI. Ele disse ter uma grande preocupação com a dificuldade que o sistema financeiro internacional tem em dar sustentação às necessidades de ajuda dos países. O setor privado, de uma forma geral, segundo Fischer, não está sabendo lidar com esse problema.
Sobre as críticas aos empréstimos recentes feitos pelo FMI, principalmente para a Rússia, Fischer disse que essa é uma das missões da instituição. De tempos em tempos, os países têm problemas, na maior parte do tempo, por erros próprios, afirmou, completando: Mas quando o países concordam em se ajustar, o empréstimo se justifica, respeitadas algumas condições. Na última década, o FMI teria colecionado 40 programas de ajuda bem sucedidos. Ele citou os casos da Argentina, México, Polônia e Hungria.
Fischer reafirmou o acerto do crédito para a Rússia, dizendo que, nos sete anos anteriores, o país fez reformas, reduziu a inflação e conseguiu crescer no ano passado. Seria injustificável não ter ajudado, afirmou, ponderando que uma boa parte parte dos russos gostariam de voltar ao antigo sistema.


