Se o acordo automotivo emergencial não for renovado, o mercado poderá encolher para um milhão de unidades este ano e deixar de 6 mil a 7 mil trabalhadores ociosos somente na Volkswagen. A informação é do presidente da empresa no Brasil, Herbert Demel. ‘‘Estamos quietos à espera do que vai acontecer, mas já temos entre 2.200 e 3 mil empregados ociosos’’, disse o executivo sem querer detalhar a possibilidade de demissões na empresa, que criou este ano a jornada reduzida para evitar cortes.
Segundo Demel, a Volkswagen fez o acordo da jornada menor para um mercado anual estimado em 1,5 milhão de veículos. Com a crise decorrente da mudança cambial, a Volkswagen reduziu as projeções e está trabalhando com mercado de 1,2 milhão. Mas, segundo alertou o executivo, caso não seja renovado o acordo, o volume poderá cair para 1 milhão. Isso representa uma queda de 50% em comparação com o ano passado e pelo menos 20% menos do que o previsto pela indústria.
Segundo Demel, se as montadoras mantiverem a média de vendas de 120 mil veículos por mês não haverá demissões. Mas já existe uma expectativa de que este número não será atingido este mês em razão do fracasso nas negociações para renovação do acordo emergencial.
Demel garante que a Volks vai comprovar a necessidade dos aumentos. ‘‘O mercado sofre influências emocionais, mas os preços não vão baixar’’, garantiu.

mockup