Curitiba - A greve dos vigilantes entra hoje no sexto dia consecutivo e a paralisação está mantida por tempo indeterminado em Curitiba e região metropolitana. Ontem, houve uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho na capital entre o Sindicato dos Vigilantes e o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp-PR), mas não houve acordo.
O sindicato patronal ofereceu o reajuste salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) parcelado nos meses de fevereiro, junho e outubro e um adicional de periculosidade de 30%. Os trabalhadores não aceitaram a proposta.
Os trabalhadores querem um reajuste salarial pela inflação que equivale a 6,37%, o pagamento de um adicional de periculosidade de 30% e um aumento no vale alimentação de R$ 15,50 para R$ 20,00. O Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp-PR) informou, através de nota, que os trabalhadores receberão o adicional de periculosidade de 30% e terão reajuste das cláusulas econômicas, com base no INPC.
Ontem, cerca de 500 agências bancárias estavam fechadas em Curitiba e Região. Os clientes dos bancos já começam a ser afetados com falta de envelopes para depósito e dinheiro em caixas eletrônicos. A estimativa do presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, João Soares, é que cerca de 60% dos 12 mil trabalhadores estavam de braços cruzados ontem. A categoria fez uma passeata ontem que saiu da Praça Santos Andrade, no centro de Curitiba, e foi até a Assembleia Legislativa do Paraná. No interior do Paraná, os vigilantes voltaram ao trabalho na última segunda-feira pois aceitaram a proposta do Sindesp.

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