Técnicos da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) tentaram convecer ontem o pecuarista André Carioba Filho, da Fazenda Cachoeira, a concordar com o abate de 1795 bovinos com aftosa sem o pagamento antecipado da indenização - de R$ 1,285 milhão - como determina decisão da Justiça Federal de Londrina. O pecuarista não concordou e disse que irá aguardar todo o trâmite do processo, já que em primeira instância a decisão lhe foi favorável. A União já impetrou agravo no Tribunal Regional Federal da 4 Região, que ainda não foi julgado.
Os seis pecuaristas que tiveram suas propriedades confirmadas com focos de febre aftosa se reuniram ontem no início da noite com assessoria jurídica para discutir quais caminhos seriam adotados. Na segunda-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou seis novos focos da doença nos seguintes municípios: Bela Vista do Paraíso, Grandes Rios, Loanda e Maringá. Ao todo, cerca de 4,5 mil animais dessas propriedades terão que ser sacrificados.
Dois pecuaristas já ingressaram com ação na Justiça Federal de Londrina. Durante o encontro, seriam discutidos separadamente cada caso. Estratégias de defesa seriam estudadas, uma vez que nem todas as propriedades tinham sido notificadas como foco de aftosa. Além dos pecuaristas e do advogado Ricardo Jorge Rocha Pereira, o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Edson Neme Ruiz, também participou do encontro. Até o fechamento desta edição, a reunião não havia terminado. (F.M.)

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