Curitiba- Os 11 mil metalúrgicos das montadoras Volkswagen/Audi, Renault e Volvo, localizadas em São José dos Pinhais e na Cidade Industrial de Curitiba realizaram ontem uma paralisação de 24 horas em protesto à falta de acordo nas reivindicações de reajuste salarial da categoria. Hoje, acontecem novas assembléias nas fábricas para decidir o retorno ao trabalho ou o início da greve por tempo indeterminado.
Com a paralisação quase 1.500 veículos deixaram de ser fabricados - 800 pela Volkwagen, 600 carros da Renault, além de 65 caminhões e sete ônibus na planta industrial da Volvo.
Os trabalhadores querem 5% de aumento real, 7,6% referentes à inflação e mais um abono de R$ 1,5 mil. Na última sexta-feira, o Sinfavea apresentou uma proposta com a correção da inflação dos últimos 12 meses e mais 0,5% de aumento real.
Ainda ontem, estava marcada uma nova reunião no final da tarde entre o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e o Sinfavea (sindicato que representa as empresas) para tentar um novo acordo. A data-base do setor é 1º de setembro.
A Volkswagen e a Renault não vão se pronunciar sobre a paralisação. A assessoria de imprensa da Volvo informou que a mobilização surpreendeu a empresa porque as negociações estavam em curso. A companhia esclareceu que vai dar continuidade às negociações.

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