Curitiba - Os 11 mil metalúrgicos da Volkswagen, Renault, em São José dos Pinhais e da Volvo, na Cidade Industrial de Curitiba, realizam hoje assembléias nas entradas dos turnos das fábricas para decidir sobre o rompimento das negociações com o Sinfavea (sindicato patronal que representa as montadoras da Grande Curitiba) e o início das negociações do reajuste salarial empresa por empresa. O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba informou que a atitude foi tomada porque o Sinfavea não apresentou nenhuma proposta para as reivindicações da categoria. Caso as empresas não aceitem fazer acordos separadamente, os trabalhadores podem iniciar paralisações por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira.
Os metalúrgicos querem 13% de reajuste salarial a serem aplicados já no mês de setembro. O índice corresponde a 100% do INPC (a previsão do Dieese para o período é de uma inflação de 7,60%), 5% de aumento real, abono salarial de R$ 1,5 mil, além da extensão de todas as cláusulas fechadas com as montadoras de São Paulo para o Paraná. A data-base da categoria é em 1.º de setembro.
O Sindicato dos Metalúrgicos informou que, em três reuniões de negociação com diretores do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), a entidade patronal não apresentou nenhuma proposta de reajuste salarial. Restringiu-se à promessa de igualar a negociação fechada no ABC Paulista, o que frustrou a expectativa dos trabalhadores da Grande Curitiba. O Sinfavea foi procurado pela reportagem mas não retornou as ligações até o fechamento desta edição.
Em 2007, os funcionários da Volkswagen e Renault fizeram greve durante quatro dias. Com isso, conseguiram 7,44% de aumento (4,82% do INPC mais 2,5% de aumento real), além de um abono salarial de R$ 1,5 mil. Na Volvo, não houve paralisação.
Levantamento realizado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), aponta que o Brasil já é o 6º maior produtor de automóveis do mundo. De janeiro a julho, o Brasil fabricou 1,89 milhão de automóveis. Em julho, os números bateram novo recorde. Foram 320 mil veículos produzidos e 288 mil licenciados. Segundo a Anfavea, o crescimento se deve à ''boa fase da economia nacional, que tem impulsionado as vendas de automóveis e, com isso, a produção''. A previsão da entidade para este ano é de alta de 24,2% nas vendas e 15% na produção.

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