Sem acordo, greve dos vigilantes é mantida
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sábado, 09 de fevereiro de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os vigilantes não chegaram a um acordo sobre a negociação salarial com as empresas de transporte de valores ontem em uma audiência de conciliação que ocorreu ontem no final da tarde no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), em Curitiba. Com isso, a greve iniciada na última quinta-feira segue por tempo indeterminado na Capital. Foi marcada uma nova audiência no TRT para o dia 12 de fevereiro, às 10 horas.
O Sindicato das Empresas de Transportes de Valores do Paraná entrou com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) para tentar acabar com a greve dos vigilantes iniciada na última quinta-feira. A audiência de ontem foi presidida pelo desembargador federal e vice-presidente do TRT, Luiz Eduardo Guinther.
Durante a audiência, o sindicato patronal disse que tinha cogitado a possibilidade de fazer acordos empresa por empresa. No entanto, esta hipótese foi descartada porque poderia levar a concorrência predatória entre as companhias.
Os vigilantes reivindicam reajuste do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), aumento real de 5%, fim da compensação das horas extras e vale alimentação de R$ 15. Os empresários ofereceram reajuste de 6% e o encerramento da compensação das horas extras.
O advogado do Sindicato dos Vigilantes, Claudio Rossete de Campos, disse que os funcionários querem o fim da compensação das horas extras porque os empregados trabalham 13 a 14 horas por dia e praticamente não têm intervalos de descanso nos carros fortes. Segundo ele, apenas uma das cinco empresas praticam o piso salarial da convenção coletiva de trabalho. ''O dissídio coletivo nos surpreendeu. Estávamos aguardando uma nova rodada de negociação'', disse. O sindicato patronal rebateu as informações e esclareceu que as empresas cumprem o piso e, em algumas funções, até acima disso.
Segundo os representantes das empresas que participaram da audiência no TRT, há carros das companhias que foram depredados. Eles informaram ao desembargador que não há mais como segurar os bancos sem dinheiro. Em alguns estabelecimentos haveria muito dinheiro para ser recolhido.
O promotor do Ministério Público do Trabalho que participou da audiência, Leonardo Abagge Filho, chegou a propor a continuidade da greve. De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, João Soares, ontem a adesão à greve era de 100%. Segundo ele, os bancos continuavam com falta de dinheiro nos caixas ontem, principalmente, no centro de Curitiba.


