Não houve acordo na primeira audiência conciliatória entre representantes das montadoras e dos metalúrgicos paulistas, que aconteceu ontem Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Com isso, o dissídio da categoria será julgado pelo TRT amanhã, às 16 horas, por um colegiado de dez juízes. A greve do metalúrgicos, portanto, continua.
Os metalúrgicos ligados à Força Sindical e à Central Única dos Trabalhadores (CUT) pediram reajuste de 10,5% para a categoria, 0,5% a mais do que tinham proposto, para compensar os dias parados. Representantes das montadoras insistiram nos 6,5%.
O presidente da seção, Argemiro Gomes, fez duas propostas: de reajuste de 6,5%, suspensão da greve e um compromisso das montadoras de ‘‘abrir os seus livros’’ e mostrar o que diz – que as vendas não estão indo tão bem quanto os trabalhadores imaginam; e de reajuste de 8%, suspensão da greve, compensação de dias parados e garantia de emprego de 90 dias. Ambas foram rejeitadas pelas montadoras.
O sindicatos preparam mudanças na estratégia de greve. Eles podem partir para o que estão chamando de ‘‘greve inteligente’’, que consiste em fazer paralisações escalonadas. A CUT estuda a possibilidade de, por exemplo, paralisar por 24 horas a linha de motores do Gol 1.0 na fábrica da Volkswagen, em São Carlos (SP), mas não parar a unidade da montadora, de carros populares, em São Bernardo. Com isso, o empregado do ABC não perderá seu dia de trabalho – em greve, ele não recebe dia não trabalhado. No dia seguinte, inverte-se o processo.

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