Sem acordo em relação aos sábados e domingos
O presidente do sindicato não concorda com a proposta patronal de abrir o comércio em geral também nas tardes de sábados e aos domingos como forma de aumentar as vendas e, por consequência, os salários dos comerciários com base nas comissões. ''Está proposta é uma falácia. O volume de vendas do mês não vai aumentar porque os consumidores terão algumas horas a mais para comprar. As mesmas vendas apenas estarão diluídas em mais dias; e o salário do empregado vai continuar sendo tão baixo como é hoje no final de cada mês'', argumenta Lima, lembrando que o consumidor não compra mais porque o dinheiro está curto.
''No caso de um consumidor que tem R$ 200,00 para as compras do mercado durante a semana, ele não vai gastar R$ 300,00 porque o estabelecimento está aberto no domingo. Ele gasta o que tem, e só, para não fazer dívidas que não poderá pagar depois'', comenta o líder sindical. Para Lima, o número de vagas também não aumentariam com a ampliação do horário comercial: ''O que os patrões querem e sem aumento real dos salários são os mesmos empregados trabalhando mais e descansando menos, sendo privados do convívio familiar e social nos finais de semana. Isto, a categoria não aceita. Porque ela não acredita em propostas mirabolantes e em ilusões. Na maioria das vezes, quando trabalhou a mais fora dos períodos especiais de dezembro não recebeu as horas extras; não teve um retorno financeiro pelo esforço realizado.''
Em relação a comerciantes de bairros da zona norte da cidade notadamente localizados na Avenida Saul Elkind , que têm aberto seus estabelecimentos nas tardes de sábados e manhãs de domingos, Lima comenta que está havendo um descumprimento do Código de Posturas do Município e uma irregularidade em relação ao acordo coletivo de trabalho da categoria dos comerciários. ''O entranhamento entre patrões e empregados não é bom para nenhum dos lados, e o comércio é que acaba perdendo com o mal estar criado entre as partes. Porque os comerciários estão sobrecarregados, trabalhando contra a vontade e sob pressão da ameaça do desemprego. Nós estamos defendendo os direitos do comerciários, denunciando a ilegalidade à prefeitura e solicitando fiscalização à Delegacia Regional do Trabalho, que tem autuado os comerciantes'', afirma.





