Sem acordo, direção suspende negociação
A diretoria do Banestado informou ontem que estão fechadas as negociações com os grevistas, que paralisaram os serviços em 16 municípios do Estado. Em Curitiba, são 20 agências fechadas ou em funcionamento parcial. Na região de Londrina, a greve ganhou nova adesão ontem, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários José Francisco da Silva. A agência de Rolândia aderiu. Ele informa que são mais de 600 funcionários parados na base sindical de Londrina, que abrange 27 municípios e totaliza mil funcionários.
Em Maringá, os bancários decidiram pela manutenção dos trabalhos. Em assembléia, a maioria dos 121 funcionários optou pelo apoio ao movimento mas sem adesão à proposta de paralisação. Os bancários alegam que a falta de atendimento prejudicaria os clientes e em especial os aposentados, que estão recebendo os benefícios. O presidente do Sindicato dos Bancários de Maringá, Marcos Barbizan, diz que a direção do Banestado fez uma pressão soft para impedir a paralisação. No total a base do sindicato tem 23 agências, e a grande maioria dos funcionários que participaram da assembléia eram de Maringá e cidades próximas.
Ontem os ânimos entre os diretores do Banestado e do Sindicato dos Bancários chegaram ao ponto máximo do acirramento e as negociações para se interromper a greve foram abandonadas. O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, descontrolou-se e ameaçou determinar o fechamento completo do banco até a volta dos funcionários ao trabalho. O Banestado está com dificuldades para fechar suas operações diárias, o que causa problemas financeiros ao final de cada dia. As perdas não são divulgadas.
Stephanes alegou aos funcionários que a greve não surtirá efeito prático, pois não conseguirá evitar a privatização do banco. Só está ocorrendo um desgaste da imagem do banco, disse aos grevistas. Ele avaliou a situação como crítica sob o ponto de vista operacional, pois até mesmo o centro de informática, considerado ponto nevrálgico do banco, não tem funcionários suficientes para o trabalho. Os bancários querem garantia de emprego. Eles reivindicam estabilidade por 18 meses, assim como foi feito no Banespa.





