A indefinição do FMI sobre a liberação de nova ajuda à Argentina fez o dólar retomar trajetória de alta ontem, após três dias úteis em queda. O dólar comercial fechou com ganho de 1,42%, vendido a R$ 2,4990, na maior cotação desde o último dia 3. A informação do vice-ministro de Economia da Argentina, Daniel Marx, de que as negociações com o FMI ainda devem demorar quatro dias frustrou os investidores brasileiros, que apostavam no anúncio de um acordo ou na sinalização dele neste fim de semana.
O risco país da Argentina, que havia recuado na semana passada, voltou a subir 15 pontos às 18 horas, para 1.425 pontos base; e o risco Brasil avançava nove pontos nesse horário, para 927 pontos base, segundo o banco de investimentos JP Morgan.
No mercado à vista, o dólar comercial oscilou 0,93%, entre a mínima de R$ 2,48 (-0,65%) e a máxima de R$ 2,503 (+1,58%).
Mudou o humor do mercado de juros ontem, acompanhando o de câmbio e o de ações. A decepção do mercado brasileiro resultou em alta nas projeções de juros futuros na BM&F, no caso dos contratos de DI futuro mais negociados. O contrato de DI futuro para 1º de janeiro, agora na liderança em termos de liquidez, projetou, ao final de ontem, juros de 23,30% ao ano, ante 23,00% de sexta-feira passada.
O dia foi recheado por resultados das empresas referentes ao primeiro semestre do ano. O de maior impacto foi o lucro recorde de Embraer, que atingiu R$ 557,125 milhões no primeiro semestre, uma alta de 164,7% em relação a igual período do ano passado. Embraer PN fechou com valorização de 2,01%, o terceiro maior ganho do Ibovespa. Embraer ON subiu 0,56%. O destaque do dia ficou por conta de Telemar ON. Com um salto de 3,57%, encabeçou o ranking do Ibovespa. O Ibovespa fechou em queda de 1,03%, com o sofrível giro financeiro de R$ 318 milhões.(Silvana Rocha, Marisa Castellani e Mario Rocha)

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