Sem a interferência do BC, dólar volta a subir
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de junho de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
O Banco Central (BC) ficou ausente do mercado cambial ontem e o dólar comercial voltou a registrar alta. A moeda norte-americana operou positiva durante todo o dia e encerrou no preço máximo de venda, a R$ 2,3270, em alta de 1,17%. Zeragens de posições vendidas por tesourarias de bancos, que venderam moeda a descoberto pela manhã confiando no risco limitado de alta com possível atuação do BC, provocaram a escalada contínua da moeda na última meia hora de negócios à tarde.
Profissionais de mesas de câmbio também disseram que o mercado teria testado o BC ontem à tarde, a fim de avaliar qual seria o limite de alta aceitável ou que provocaria nova intervenção da autoridade monetária. O teste, porém, foi malsucedido, por que o BC deixou o mercado solto.
O presidente do Banco Central, Arminio Fraga, não quis comentar a alta de 1,17% na cotação do dólar. A expectativa do mercado é que o BC volte a intervir hoje logo cedo, caso o dólar abra em alta.
No mercado à vista, o dólar comercial diminuiu a volatilidade, oscilando 0,69% entre a mínima de R$ 2,311 (+0,48%) e a máxima de fechamento, a R$ 2,327 (+1,17%). Com a alta no dia, o dólar reduziu a perda ante o real neste mês, até agora, para -2,02%. Mas, neste ano, a valorização da moeda ainda é de 19,27% diante do real.
BOLSA Mais um dia de baixa para o Índice Bovespa, que ontem caiu 0,55%, ficando abaixo dos 14.500 pontos no fechamento. Ou seja, dentro da faixa que nos últimos dias tem levado o mercado de ações a considerar que os preços das ações voltam a ficar atraentes. Esse tem sido o cenário básico da Bovespa nas últimas semanas: oscila ndo na faixa entre 14.500 e 15 mil pontos.


