Selo pretende diferenciar bons produtos
São Paulo - De acordo com o presidente da Abis, o setor está trabalhando para que o sorvete seja visto cada vez mais como um alimento que traz benefícios à saúde. Preconceitos como o de que o sorvete não pode ser consumido no frio ou por pessoas com alguma doença nas vias orais, por exemplo, já foram derrubados por pesquisadores da área de saúde. Tanto que, segundo ele, o Hospital do Câncer Infantil do Paraná inclui o sorvete no cardápio das crianças em tratamento, sob a alegação de que o frio do alimento age como uma espécie de analgésico.
Weisberg admite, entretanto, que para este apelo funcional realmente ser verdadeiro é necessário que o produto seja de qualidade. Sabendo disso, a associação lançou um selo, em parceria com uma certificadora alemã, para diferenciar os bons produtos disponíveis no mercado. A idéia é dar credibilidade a pequenas e médias indústrias pouco conhecidas pelo consumidor, mas que apresentam produtos tão bons quanto as líderes Nestlé e Kibon. A primeira empresa a recebê-lo foi a Paviloche Industrial, de Santa Catarina.
Outra ação visando a melhoria de qualidade dos sorvetes brasileiros é um projeto-piloto que a Abis está tocando em parceria com o Sebrae, Senai e Anvisa, no Estado de São Paulo. Composto por 17 workshops e três palestras, o programa visa desenvolver estudos, diagnósticos e programas de planejamento em busca de soluções para o desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas da área.
Atualmente, esse setor reúne cerca de 10 mil empresas, grande parte de micro e pequeno porte. A Abis reúne 200 delas, que juntas representam mais de 80% do faturamento do mercado brasileiro de sorvetes.





