Selo Brazilian Beef visa ganhar mercado europeu
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quinta-feira, 02 de agosto de 2001
Jane Miklasevicius<BR>Agência Estdado 
O ministro Pratini, ontem, no lançamento da campanha em favor da carne bovina na UE. Promoção vai custar R$ 5 milhões
O governo e a iniciativa privada lançaram ontem o selo Brazilian Beef que dá o nome a uma campanha para promover a carne bovina brasileira no exterior e com isso ampliar as exportações, estimadas este ano em US$ 1,2 bilhão. O Selo também é uma garantia de qualidade para o importador. O Brasil exporta apenas 9% do que produz e espera conquistar especialmente o mercado europeu, que restringiu o consumo após a doença da vaca louca.
A campanha será oficialmente apresentada aos europeus no próximo dia 16, em evento na Embaixada Brasileira em Londres.
Serão investidos R$ 5 milhões na promoção, que inclui veiculação de comercial em países europeus e visita de formadores de opinião ao Brasil para conhecer frigoríficos e regiões produtoras.
O Ministério da Agricultura entrará com R$ 1 milhão, o restante será financiado pelos demais parceiros da iniciativa, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes Industrializadas (Abiec), a Agência de Promoção de Exportadores (Apex) e Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
O ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes disse que o Brasil tem grande vantagem no mercado exterior por ter um rebanho herbívoro.
Segundo ele, a marca Brazilian Beef será vendida junto de outras regionais, como o vitelo pantaneiro, que será apresentado no sábado, o boi verde, de Uberlândia (MG), e o novilho precoce, de Goiás, além dos cortes especiais produzidos em outras regiões.
De acordo com a presidente da Agência de Promoção de Exportação (Apex), Dorothéa Werneck, o Rio Grande do Sul é o Estado pioneiro na atenção dada à carne destinada à exportação, tendo já adotado o selo South Brazilian Beef. Outros Estados, segundo ela, já têm programas semelhantes, como Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, São Paulo e Minas Gerais. Ela disse que após adotar critérios para adequar a carne bovina para exportaçào, o Rio Grande do Sul viu suas exportações quase triplicarem em dois anos, de US$ 36 milhões em 98 para US$ 95 milhões em 2000.
Balança O setor agropecuário deve manter a tradição de equilibrar favoravelmente a balança comercial do País este ano. O superávit do setor deve alcançar entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões, comparação com os US$ 10 bilhões no ano passado. No acumulado do primeiro semestre, o superávit foi de US$ 6,42 bilhões, ante US$ 4,88 bilhões no mesmo período de 2000. A informação é do diretor José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, que realizou palestra ontem no Seminário de Conjuntura Agropecuária, em São Paulo.
Segundo Mendonça de Barros, a agricultura atravessa uma fase bastante satisfatória. Um dos principais fatores do bom desempenho do setor é a desvalorização cambial, que tem favorecido a exportação de commodities agrícolas. Inicialmente, a expectativa era de que a moeda norte-americana ficasse no nível de R$ 1,95 a R$ 2,00, no segundo semestre. No entanto,
analistas agora projetam nível entre R$ 2,30 e R$ 2,40.


