O ministro Pratini, ontem, no lançamento da campanha em favor da carne bovina na UE. Promoção vai custar R$ 5 milhões
O governo e a iniciativa privada lançaram ontem o selo Brazilian Beef que dá o nome a uma campanha para promover a carne bovina brasileira no exterior e com isso ampliar as exportações, estimadas este ano em US$ 1,2 bilhão. O Selo também é uma garantia de qualidade para o importador. O Brasil exporta apenas 9% do que produz e espera conquistar especialmente o mercado europeu, que restringiu o consumo após a doença da vaca louca.
A campanha será oficialmente apresentada aos europeus no próximo dia 16, em evento na Embaixada Brasileira em Londres.
Serão investidos R$ 5 milhões na promoção, que inclui veiculação de comercial em países europeus e visita de formadores de opinião ao Brasil para conhecer frigoríficos e regiões produtoras.
O Ministério da Agricultura entrará com R$ 1 milhão, o restante será financiado pelos demais parceiros da iniciativa, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes Industrializadas (Abiec), a Agência de Promoção de Exportadores (Apex) e Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
O ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes disse que o Brasil tem grande vantagem no mercado exterior por ter um rebanho herbívoro.
Segundo ele, a marca Brazilian Beef será vendida junto de outras regionais, como o vitelo pantaneiro, que será apresentado no sábado, o boi verde, de Uberlândia (MG), e o novilho precoce, de Goiás, além dos cortes especiais produzidos em outras regiões.
De acordo com a presidente da Agência de Promoção de Exportação (Apex), Dorothéa Werneck, o Rio Grande do Sul é o Estado pioneiro na atenção dada à carne destinada à exportação, tendo já adotado o selo South Brazilian Beef. Outros Estados, segundo ela, já têm programas semelhantes, como Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, São Paulo e Minas Gerais. Ela disse que após adotar critérios para adequar a carne bovina para exportaçào, o Rio Grande do Sul viu suas exportações quase triplicarem em dois anos, de US$ 36 milhões em 98 para US$ 95 milhões em 2000.
Balança O setor agropecuário deve manter a tradição de equilibrar favoravelmente a balança comercial do País este ano. O superávit do setor deve alcançar entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões, comparação com os US$ 10 bilhões no ano passado. No acumulado do primeiro semestre, o superávit foi de US$ 6,42 bilhões, ante US$ 4,88 bilhões no mesmo período de 2000. A informação é do diretor José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, que realizou palestra ontem no Seminário de Conjuntura Agropecuária, em São Paulo.
Segundo Mendonça de Barros, ‘‘a agricultura atravessa uma fase bastante satisfatória’’. Um dos principais fatores do bom desempenho do setor é a desvalorização cambial, que tem favorecido a exportação de commodities agrícolas. Inicialmente, a expectativa era de que a moeda norte-americana ficasse no nível de R$ 1,95 a R$ 2,00, no segundo semestre. No entanto,
analistas agora projetam nível entre R$ 2,30 e R$ 2,40.

mockup