Selmi é aguardada com 'expectativa' em Rolândia
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Eli Araujo <br> Reportagem local 
Rolândia - A terraplangem das futuras instalações do complexo Selmi em Rolândia deve estar concluída nos próximos dias. Dois terços da obra já foram executados. Mais de uma dezena de operários trabalham com máquinas e caminhões na área de 300 mil metros quadrados que se localiza às margens da BR-369, na entrada da cidade.
A previsão da Prefeitura é que a indústria comece a operar na cidade até o fim do ano. E, ao contrário do que foi divulgado anteriormente, a Selmi, que atua no setor alimentício, não vai montar apenas um centro nacional de distribuição na cidade, mas transferir toda a parte operacional da empresa que hoje funciona na Avenida Tiradentes, no Jardim Bandeirantes, em Londrina.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Ernesto Nogueira, afirma que a instalação da empresa é aguardada com ''grande expectativa'' porque vem consolidar a cidade como um importante polo industrial no setor de alimentação. ''A tendência é que Rolândia venha a se identificar totalmente com a área de alimentos, sem deixar de atender outros setores produtivos; mas vale frisar que a Selmi vai levar o nome de Rolândia para o mundo inteiro'', comemora Nogueira. Outras grandes empresas do setor que já funcionam na cidade são a Big Frango, Café Itaramaty e fábrica de doces Dori.
Nogueira justifica que a Selmi optou por Rolândia porque precisava de um terreno com acesso fácil aos meios de transportes rodoviário e ferroviário e que, nas atuais instalações em Londrina, a empresa não tinha mais como se expandir.
A Selmi vai gerar, em um primeiro momento, 500 empregos diretos e 1.500 indiretos. A estimativa do secretário é que cerca de 250 veículos vão circular por dia pelo pátio da empresa.
Ainda segundo o secretário, além de produzir massas e biscoitos, a empresa ainda terá um complexo para moagem própria do trigo que vai usar na indústria e também um centro de moagem de soja.
Obstáculos
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), afirmou que lamenta a transferência da Selmi para Rolândia, mas acrescenta que não tinha muito o que fazer quando assumiu a prefeitura, em maio de 2009, porque naquela época a empresa já havia se decidido pela mudança. Mesmo assim, o prefeito disse que manteve alguns contatos com a direção da indústria em Campinas, mas não houve como reverter a decisão.
Outro obstáculo, segundo ele, é que a cidade não tinha uma área com cerca de 12 alqueires para atender as necessidades de expansão da empresa. ''Esta é a nossa dificuldade e nós lamentamos que a Selmi tenha escolhido outro município para se instalar'', disse o prefeito.
A FOLHA entrou em contato com a assessoria da Selmi para saber mais detalhes sobre as obras. Entretanto, o presidente da empresa, Ricardo Selmi, único que poderia falar sobre as futuras instalações em Rolândia, não pode atender à reportagem até o fechamento desta edição.


