Selmi aumenta produção de massas em Londrina
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terça-feira, 06 de janeiro de 1998
Carina Paccola Londrina 
Arquivo FolhaMais eficienteCláudio de Paula, gerente da Selmi: novos equipamentos vão produzir massa de melhor qualidadeA fábrica de macarrão Selmi de Londrina vai ampliar em 55% a produção de massas secas, a partir do segundo semestre deste ano. Até fevereiro, terá início a reforma da fábrica, que deverá receber novos equipamentos em junho e julho, de acordo com o gerente geral da Selmi em Londrina, Cláudio Norberto de Paula. Com o maquinário novo - considerado de última geração - a produção passará de 1,6 tonelada/mês para 2,5 mil toneladas/mês.
O gerente explica que a Selmi vai mudar a tecnologia de produção de massas secas para melhor. Com esses equipamentos, melhoramos a secagem da massa, que fica mais solta para cozinhar, diz. As massas secas são da linha Gallo e Renata. Cláudio de Paula não informa de quanto é o investimento do grupo Selmi na reforma da fábrica e na compra dos equipamentos.
A expectativa do grupo é aumentar a sua participação no mercado de massas secas, que hoje é de 18% no sul do País. A Selmi de Londrina abastece os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e os países do Mercosul. Os 18% lhe dão a liderança nesse mercado, conforme pesquisa Nielsen. Nossa meta é chegar a 25% do mercado até metade do ano de 1999, prevê.
A Selmi de Londrina emprega hoje 320 pessoas. Cláudio de Paula afirma que o aumento de produção não implica em ampliação do número de empregos. São equipamentos modernos que melhoram a produtividade. Nossa idéia é nos tornar mais eficientes. Esses investimentos devem gerar aumento de tributos e até de empregos, na área de vendas. Mas é difícil mensurar esses dados agora.
Com a vice-liderança do mercado nacional de massas secas, participando com 8% do volume total, o grupo Selmi terminou 1997 com um aumento de 12% sobre o faturamento de 1996, e uma expansão de 11% no volume de produção. Conseguimos melhorar nosso desempenho pela maior presença do macarrão instantâneo em nosso mix de produção e também porque na maioria das praças onde atuamos houve crescimento do consumo de massas secas, explica Paulo Roberto Herrmann, diretor comercial da empresa.
O instantâneo começou a ser produzido na fábrica de Londrina em agosto de 1996 e disputa um concorrido mercado que provocou um excesso de oferta e uma queda de preços de mais de 7% ao longo de 1997, de acordo com Herrmann. No segmento de massas secas, os preços em dólar caíram para o consumidor final entre 6% e 10%, dependendo do tipo de produto - com ovos, sêmola ou comum.
Não tínhamos uma margem tão grande de lucro para acompanhar essa queda de preços. Fizemos um esforço junto aos nossos fornecedores para realizar compras melhores, esclarece Herrmann. O diretor explica que, segundo dados da Nielsen, algumas áreas no País continuaram a apresentar crescimento no consumo durante 1997. Para o primeiro trimestre deste ano, as projeções do grupo Selmi indicam que suas vendas deverão crescer 8%, repetindo o desempenho obtido no mesmo período do ano passado.


