Selic pode chegar a 13,5% em dezembro, prevê economista
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2001
Agência Estado Do Rio 
O economista sênior do Citibank, Robério Costa, acredita que a taxa de juros Selic deverá cair 1,75 ponto porcentual até o fim do ano, atingindo 13,5% em dezembro. Na sua opinião, a manutenção da taxa básica de em 15,25%, decidida anteontem pelo Conselho de Política Monetária (Copom), não altera essa tendência.
Para ele, o Copom tomou a decisão correta ao manter a taxa estável na reunião de anteontem, já que este não é momento adequado para reduções. Costa afirma que o governo acertou ao tomar uma posição conservadora para avaliar o ritmo do crescimento da economia do País e evitar que a inflação possa vir a ultrapassar a meta estabelecida dos 4%. É que um ritmo muito intenso de aceleração da atividade interna poderá exercer pressão nos preços no segundo semestre.
Ele acredita que há espaço para redução dos juros ao consumidor, mas não há pressa do governo em definir essa queda. Para o economista Carlos Thadeu de Freitas, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) no Rio, a Selic será reduzida gradualmente no decorrer do ano e chegará a 13% ou 14% no fim de 2001, desde que a desaceleração da economia dos Estados Unidos não se agrave ou os sinais de aquecimento econômico no Brasil não fiquem mais fortes.
Ele também avalia que a decisão do Copom foi correta. O argumento, similar ao defendido por Costa, é de que a economia tem dado sinais de crescimento mais rápido do que era esperado e, caso seja mantido esse ritmo, poderão ocorrer aumentos de preços nos próximos seis meses.
O economista acredita também que a queda nas taxas de juros para o consumidor vai apresentar uma trégua a partir de agora. E avalia que esta estratégia vai durar até abril, ainda que as taxas para o consumidor estejam altíssimas neste momento.
Uma possível demanda inflacionária levou à manutenção da taxa, segundo avalia o economista da PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha. Fiquei um pouco preocupado com o que li nos jornais. Do meu ponto de vista, há uma tendência de aumento da renda, mas que não deve gerar pressão inflacionária, afirmou. Cunha, no entanto, acredita que, de acordo com os níveis previstos de inflação para este ano, a taxa de juros de 15,25% ainda é muito alta e deve continuar em queda.


