Selic pode chegar a 11% preveem economistas
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
<br> Das Agências 
Brasília - Na primeira pesquisa Focus feita pelo Banco Central em 2010, os economistas aumentaram suas previsões para a taxa básica de juros (Selic) para 11% no fim do ano, contra previsão anterior de 10,75%. A taxa está atualmente em 8,75%. De acordo com o levantamento, realizado junto a instituições financeiras, a expectativa é de que o início da alta da taxa básica de juros ocorra em abril e que o governo promova uma alta de 0,50 ponto porcentual na ocasião.
Na pesquisa, feita na semana passada e divulgada ontem, os economistas reduziram ainda suas previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 para queda de 0,26%, contra previsão anterior de -0,24%. Para este ano, foi mantida a estimativa de crescimento de 5,2%.
Em relação à inflação, o mercado aumentou levemente a projeção para o índice oficial, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2009 para 4,29%, contra 4,28% na semana anterior. O valor ainda está abaixo da meta estipulada pelo governo para o ano que é de 4,5%. Para este ano, a estimativa é que o índice termine em 4,5%, exatamente na meta.
Mais inflação
A previsão do mercado para o IGP-DI para 2010 passou para 4,44%, contra 4,5%. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), caiu para 4,41%, contra previsão de 4,43% da semana anterior. Os dois indicadores são usados no cálculo dos reajustes de contratos e preços administrados, entre eles, contas de luz e aluguéis.
A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômica (Fipe), caiu de 4,5% para 4,42%.
O mercado manteve a previsão para o dólar no fim deste ano em R$ 1,75. A previsão para o superavit da balança comercial foi mantida em US$ 11,2 bilhões e para o deficit nas transações correntes caiu para US$ 41,3 bilhões (contra US$ 40,85 bilhões).
A estimativa para os investimentos estrangeiros diretos ficou em US$ 37,5 bilhões. A projeção para a relação dívida/PIB aumentou para 42,85%, contra 42,5% na semana anterior.


