Assunção O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse ontem que, se depender do governo, a taxa Selic não vai mais subir. ''Vamos fazer todo o esforço para que os juros tenham uma queda consistente'', afimou, depois de participar da reunião de Cúpula do Mercosul na capital paraguaia.
O ministro observou que o Comitê de Política Monetária (Copom) não toma decisões voluntárias. ''(O Copom) toma decisões a partir do que acontece na economia real, no comportamento dos preços. Cada vez mais é preciso que os agentes econômicos olhem para a frente e tomem decisões pensando na inflação futura, e não na passada. Se isso acontecer, é seguro que essa trajetória de queda possa continuar'', acrescentou o ministro.
Palocci disse que a redução da taxa Selic em meio ponto porcentual é um sinal efetivo de que a inflação caminha definitivamente para as metas estabelecidas pela equipe econômica. ''Isso significa que estamos vencendo, de forma efetiva, a luta contra a inflação, e criando as condições para o Brasil crescer'', afirmou.
Ele observou que o início da redução da taxa de juros indica a necessidade de articulação de todos os instrumentos necessários para o crescimento econômico, como energia elétrica, transporte, logística, crédito, ciência e tecnologia, e políticas industriais. ''Ou seja, um conjunto de medidas que o Brasil precisa acelerar de forma coordenada para o crescimento econômico'', disse o ministro. Indagado se a magnitude da redução era suficiente para a retomada do crescimento econômico, Palocci insistiu em que esse corte é o início de um processo de redução dos juros.

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