Agência Estado
Do Rio
O economista do BNDES, Fábio Giambiagi, afirmou ontem, em seminário sobre déficit fiscal e desenvolvimento, no American Business Center, que o risco da economia argentina (associado ao cálculo do risco dos títulos brasileiros) provocou dificuldades para grandes quedas da taxa de juros.
Para Giambiagi, a possibilidade de a taxa Selic ficar entre 15% e 16%, em dezembro, é uma ‘‘hipótese a ser excluída’’, e o índice deve ficar entre 18% e 19%. Para o ano que vem, a previsão é de redução da taxa de juros para o nível de 10% a 12%. Neste nível, admitiu Giambiagi, a taxa é ‘‘bastante elevada’’, mas não impede a retomada do nível de atividade econômica. O economista afirmou que, neste ano, o governo federal não precisa realizar um ‘‘grande esforço legislativo’’ para cumprir a meta de superávit primário.

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