Selfies ganham adeptos e aplicativos
Fazer fotos de si mesmo para compartilhar nas redes sociais já ganhou até nome: selfie. No ano passado, a palavra foi incluída no dicionário Oxford. Até famosos adotam a prática. Este ano, um selfie que rodou o mundo foi aquele feito pela apresentadora norte-americana Ellen Degeneres, junto a outro artistas famosos como Julia Roberts, Meryl Streep, Brad Pitt e Angelina Jolie na cerimônia de entrega do Oscar. Tornou-se a foto mais retuitada da história.
Uma pesquisa realizada em cinco cidades do mundo inclusive São Paulo - mostrou a relevância do assunto. Foram analisadas 3.200 fotos do Instagram com o intuito de descobrir como as pessoas se fotografam com telefone celulares.
Mas o que há por trás de tanto sucesso? Na opinião da blogueira de moda Izadora Bicalho, de Londrina, o selfie trata da "construção da imagem" de uma pessoa na internet, seja ela famosa ou não. Para ela, o selfie é uma forma natural e espontânea de se expressar, sendo que a única restrição é ter bom senso.
Para "sair bem na foto", já existem inúmeros aplicativos que ajudam a fazer um selfie perfeito ou diferente. São opções para dar uma "tunada" no visual, que ajudam a fazer a foto com um comando de gesto, sem precisar segurar o celular, ou que permitem fazer um autorretrato menos solitário, junto com os amigos.
A rede social Stayfilm, lançada no final do ano passado, permite reunir 20 ou mais fotos e fazer vídeos com efeitos e filtros para compartilhar em outras redes sociais. Desta forma, a ferramenta se propõe a fazer um selfie diferente, mais "cinematográfico".
Já a psicóloga clínica e professora do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), Isabel de Negri Xavier, lembra que a mania de autoexposição atinge todas as idades, mas os adolescentes formam o grupo com a maior tendência. Segundo ela, é preciso cuidado, pois a superexposição pode trazer graves consequências. Alguns casos envolvem o abandono da cidade, da escola ou do convívio social e, em situações mais graves, até o suicídio.
Pesquisa sobre selfies realizada em cinco cidades do mundo indica que este é um hábito majoritariamente jovem, feminino e que o brasileiro, junto aos tailandeses, são os mais sorridentes na hora do autorretrato
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