Seis em cada 10 revendas de gás são ilegais
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Nelson Bortolin <br> <br> Reportagem Local 
Dos cerca de 520 pontos de revenda de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em Londrina, 300 são irregulares, ou seja, não têm autorização da Prefeitura, do Corpo de Bombeiros e nem da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para funcionar. A estimativa é do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras (Sindigás). Combater o comércio informal do produto, que atenta contra a segurança e os direitos do consumidor, é o objetivo da reunião do Comitê Regional Sul de Erradicação do Comércio Irregular de Gás LP, que será realizada entre hoje e amanhã em Londrina. A promoção do encontro, que começa às 14 horas no Hotel Sumatra, é da entidade sindical e da agência reguladora.
De acordo a agência, só no Paraná são comercializados mensalmente 1,7 milhão de botijões de gás em 2,9 mil pontos de vendas legais e 6 mil clandestinos. Apesar de serem maioria, a estimativa é que os ilegais alcancem entre 10% e 20% do total das vendas, que movimentam anualmente R$ 19 bilhões em todo o País.
O presidente do Sindigás, Sérgio Bandeira de Mello, afirma que a venda irregular do produto é crime, cuja pena vai de um a cinco anos de prisão. ''Podem ser responsabilizados tanto o vendedor informal quanto o agente autorizado que vende para ele'', destaca. Segundo Mello, a ANP está apertando a fiscalização e buscando flagrantes de revendas legais comercializando
o produto para as clandestinas.
''O maior risco que o comércio ilegal oferece é para os vizinhos desses estabelecimentos'', afirma. Ele lembra que a principal medida de segurança no setor é o armazenamento do produto em local aberto e ventilado. ''Botijão de gás não explode. Mas seu vazamento num ambiente fechado pode provocar um incêndio e explodir o local'', declara. Segundo o presidente do Sindigás, a maioria dos pontos ilegais guarda botijões dentro de quatro paredes.
Mello garante que o preço praticado pelos informais é o mesmo que o dos regulares. E, ao adquirir o gás numa loja não licenciada, a pessoa fica sem os direitos previstos no Código do Consumidor. ''A única vantagem que pode existir é se esse ponto estiver mais próximo da residência do cidadão. Seria uma questão de comodidade, mas a pessoa não pode ignorar o risco ao qual está se submetendo'', salienta.
Outra desvantagem apontada pelo presidente do sindicato para quem compra no mercado paralelo é o risco de levar para casa um botijão adulterado, com menos produto dentro. De acordo com ele, com uma simples mangueira, os fraudadores ligam um botijão ao outro e transferem o gás. ''Às vezes, o consumidor acha que está levando 13 quilos para casa, mas na verdade são apenas nove''.
Serviço - Para saber se a revenda é autorizada ou não ou para apresentar uma denúncia, o consumidor deve ligar para a ANP pelo 08009700267. Ou então por meio dos sites www.programagaslegal.com.br e www.anp.gov.br .


