Agência Estado
Os seguros saúde terão reajuste médio de 8,81% a partir de 1º de julho, segundo informou nota divulgada ontem pelo Ministério da Fazenda. O aumento será de no máximo 10%. A nota, elaborada pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) e pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), informa que o reajuste foi motivado pela elevação de custos como medicamentos e salários, e também pela elevação de impostos federais. O aumento foi autorizado após a Seae e a Susep promoverem pesquisa para checar aumentos de custos alegados pelas seguradoras.
As empresas informaram ao Ministério da Fazenda que seu aumento de custo referente a remédios, salários, taxas hospitalares, materiais, diárias e outras despesas havia totalizado 8,89%, enquanto a elevação dos tributos federais chegou a 4,03%. Segundo a nota, esse aumento refere-se à elevação de 2% para 3% da alíquota da Cofins, da cobrança de 0 65% do PIS e da volta da CPMF, com uma alíquota de 0,38%. Dessa forma, chegava-se a um reajuste total 12,92%.
A pesquisa da Seae e Susep chegou a números diferentes. Apurou os reajustes médios de salários nos dissídios das categorias envolvidas, o efeito do aumento dos medicamentos importados na composição de custos de cada seguradora, a elevação dos preços das diárias e taxas hospitalares e outros itens. O levantamento concluiu que o aumento médio de custo foi de 4,77%, e não dos 8,89% alegados. Somando o efeito da elevação tributária, chegou-se aos 8,81% autorizados.
Estão sendo avaliados também os pedidos para elevar os preços dos planos de saúde, que devem ter reajuste inferior aos dos seguros. Os pedidos já analisados indicaram necessidade de aumento de 5,8%.

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