Proprietários de caminhonetes estão tendo dificuldade para segurar os veículos contra roubo. Como esses carros são muito visados por ladrões, as companhias só oferecem o serviço mediante instalação de mecanismos de segurança, como alarmes e equipamentos para rastrear e bloquear o carro. O não cumprimento dessas exigências eleva o preço do seguro, inviabilizando a contratação.
De acordo com Claudemir Donizeti de Moura, gerente de uma companhia em Londrina, o custo do seguro sem os equipamentos chega a atingir 15% do valor do veículo. Com a instalação, o preço cai até 30%. ``O objetivo dos dispositivos de segurança é diminuir o risco``, afirmou.
O rastreador de veículos mais comum funciona via celular, custa cerca de R$ 1 mil e tem manutenção mensal de R$ 60,00 a R$ 70,00. Outra opção é o sistema via satélite, que sai por R$ 1,8 mil e tem taxa mensal igual ao serviço por celular.
Maurício de Camargo, gerente de outra empresa, revelou que os rastreadores permitem recuperar o veículo em 90% dos casos. Ele adverte, porém, que nem todos os tipos de equipamento são aceitos pelas seguradoras, por isso é aconselhável consultar um corretor antes de comprar o produto. ``Se o carro estiver na garantia, também é preciso consultar o fabricante``, completou. Ele disse ainda que as caminhonetes mais modernas vêm da fábrica com rastreador. ``O custo do seguro estava interferindo na venda dos veículos``, explicou.
Por causa do risco, algumas companhias não aceitam segurar caminhonetes. A assessoria de imprensa da seguradora que presta serviços para um grande banco informou que no Sul do País, a empresa não faz seguro de veículos como Ranger, Hilux, Pajero e motos. A justificativa é que o alto índice de roubos eleva os preços e inviabiliza a comercialização.
O coordenador do Procon de Londrina, Tito Vale, esclareceu que a exigência de condições para segurar um bem é um ato legal, mesmo quando essas condições inviabilizam a contratação do serviço. Ele orienta o proprietário do veículo a procurar várias companhias antes de desistir. Além disso, é possível pedir ao Procon para intermediar a negociação e garantir o direito ao seguro.

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