Seguro de veículos sobe de 5% a 20%
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
Mie Francine Chiba <br> <br> Reportagem Local 
Os preços dos seguros de automóvel registraram de 5% a 20% de acréscimo nos ajustes de preços em 2011. Segundo o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Paraná (Sincor-PR), José Antônio de Castro, o aumento pode ser creditado à elevação de 68% no índice de sinistralidade verificado no ano passado e do custo médio de sinistro.
O autônomo José Francisco Pereira, dono de um Corsa 97, diz que não sentiu grandes variações nos preços do seguro do seu automóvel na última renovação, mas afirma ter sentido diferenças muito grandes de preços entre seguradoras diferentes. Foi por isso, inclusive, que três anos atrás mudou de empresa quando na primeira renovação houve um acréscimo de cerca de 20%. ''Na seguradora que estou atualmente, tenho pago basicamente o mesmo preço estes últimos três anos.''
O economista Antônio Carlos Moretto, professor do departamento de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), entretanto, afirma que o ajuste anual é inevitável. ''Com o aumento do número de carros na rua, de acidentes e as pessoas dirigindo muito mal, o custo do seguro de carro se eleva mesmo'', observa. Em três anos pagando seguro de um Fiesta Sedan 2009, ele conta que não houve um ano que não houve aumento do preço do seguro.
De acordo com o presidente do Sincor-PR, o aumento da frota de veículos e da sinistralidade e a consequente falta de infraestrutura, além da dificuldade de conseguir peças de reposição inflacionaram o custo do reparo. Com a falta de infraestrutura, os carros precisam ficar mais dias na oficina, aumentando a conta da seguradora.
Castro comenta que 2011 foi um ano com grande crescimento de ocorrências com perdas parciais e falta de mão de obra para repôr o mercado. ''Tivemos grupos internacionais com interesse em montar oficina que desistiram levados pela falta de mão de obra local'', relata o presidente do Sincor-PR. Ele afirma ainda que as oficinas estão tendo de aumentar os salários para manter a equipe.
O representante dos corretores no Estado diz que em relação à falta de peças de reposição, principalmente para modelos importados, a situação é grave. ''Fomos até o Governo Federal reportar a falta de peças, que gera demanda do consumidor e um custo maior.''
Seguradoras
Fernando Cheade, superintendente-executivo da Bradesco Auto/RE no Paraná, confirma que houve aumento nos custos médios de sinistro em virtude da elevação dos preços de peças de reposição e de mão de obra especializada na indústria de reparação. Também a seguradora Mapfre/Banco do Brasil registrou ajuste de 5% nos preços do seguro de automóvel neste primeiro trimestre. O diretor de automóveis do grupo BB/Mapfre, Jabis Alexandre, comenta que colisões pequenas e grandes foram os sinistros que mais se destacaram. Os custos de reparação e o aumento da frequência de perdas totais levaram ao aumento dos preços do seguro de automóvel.



