Seguro até para motorista embriagado
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sábado, 01 de novembro de 2008
Edson Pereira Filho<br>Reportagem Local 
Ler o contrato do seguro do carro é a mais importante tarefa antes de assinar. Esta deveria ser a preocupação central de qualquer pessoa que venha a fazer um seguro de veículo. Ao deixar de ler, o condutor ou proprietário pode ter uma tremenda dor de cabeça quando necessitar de atendimento, em caso de acidente ou de uma simples troca de pneu. As coberturas, atendimento da seguradora e garantias são tão diferenciadas hoje, que até pessoas de piléque podem acionar o seguro para voltar para casa tranquilamente, de motorista particular.
Para fazer seguro de carro é necessário uma certa dose de paciência, comparações de orçamento entre duas seguradoras pelo menos, além de não tentar fraudar a companhia de seguro com informações falsas na tentativa de baixar o preço da apólice. Essas são algumas das ponderações de Joel Elias de Carvalho, há 24 anos no mercado de seguros no Paraná, proprietário da Corretora Helbra Seguros Ltda.
Aliás, perfil do segurado e preço não andam juntos neste negócio. O corretor é quem dá os esclarecimentos necessários sobre as coberturas e custos. Basicamente, o proprietário e condutor do veículo faz seguro do carro, de terceiros (carros de outras pessoas envolvidas num sinistro) e de assistência 24 horas (envolvendo socorro mecânico e elétrico, transporte do segurado e guincho do veículo avariado). Mesmo com o carro quebrado, de avião ou de táxi o segurado chega a seu destino, garantem algumas companhias.
Para cobrir carros de terceiros, o segurado deve exigir uma cobertura na apólice de pelo menos R$ 100 mil. A orientação é de Carla Carvalho, supervisora no Paraná da Inrede Corretora de Seguros, vinculada a GM. A dica serve também para acidentes que envolvam vítimas, quando o segurado não terá que desembolsar uma grande quantia, no caso de sua apólice não conseguir cobrir todos os danos.
O condutor deve também escolher o carro certo para pagar um seguro adequado para seu bolso. Elias, da Hebral, informa que a linha volks costuma ter preços mais salgados no quesito seguro, enquanto carros da GM, como Corsa e Celta, representam um custo menor. O motivo desta diferença no preço do seguro reside no fato de que são automóveis mais visados pelos bandidos.
Ainda na linha do mais barato pode sair caro, existe a história do marido que colocar a mulher como sendo proprietária e condutora do veículo. Num acidente, descobre-se que o marido é quem conduz o veículo. ''O seguro pode se negar a cobrir a apólice, mediante sindicância e perícia. Ficando o prejuízo para o condutor'', alerta Elias. O corretor é taxativo ao falar que proprietário do veículo deve contar a verdade na hora de fazer a apólice, justamente, para não ter surpresas na hora em que mais necessita de ajuda.
Após o dano do veículo, existe a franquia, quantia instituída pelas seguradoras em função do pequeno risco. Elias explica que a tarifa mais em conta no mercado custa em média R$ 750,00. Caso os reparos do carro acidentado tenha um valor menor, o condutor arca com o conserto. Para quem não sabe, o seguro só cobre o que excede do valor da franquia.
O condutor paga a franquia para a oficina credenciada pela seguradora. O motorista pode ainda, optar por uma oficina de sua confiança. Após o orçamento, um perito é convocado pela companhia e ajusta os valores com a oficina, antes de dar sinal verde para as reparações.


