Seguro anti-apagão deve ser reduzido em maio
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terça-feira, 02 de abril de 2002
Agência Folha 
Brasília - O custo do seguro anti-racionamento, cobrado dos consumidores de energia desde março, deve cair em maio. A redução valeria a partir de junho. Hoje, os consumidores pagam R$ 0,0049 por kWh consumido no mês para que 58 usinas termelétricas com capacidade de gerar 2.153,6 MW entrem em funcionamento se houver risco de faltar energia.
De acordo com Mário Miranda, presidente da Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE), há a tendência de queda no custo do seguro anti-racionamento porque ele foi calculado tendo como referência o dólar cotado a R$ 2,71. Com a valorização do real em relação ao dólar ocorrida neste ano, deverá haver redução do custo para os consumidores. Isso acontece porque cerca de 80% do custo das empresas que vão gerar essa energia é em dólar.
Outro fator que poderá levar à redução do custo do seguro anti-racionamento é a forma como ele foi rateado entre os consumidores. Segundo Miranda, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) usou números de 2000, que eram os únicos disponíveis. Em maio, os números poderão estar atualizados. Quanto mais consumidores entram na conta, menor o custo para cada consumidor.
O custo para o consumidor também diminui caso as usinas emergenciais substituam o óleo combustível pelo gás natural na geração. Essa substituição pode ser feita em cerca de seis usinas. Os contratos com as usinas emergenciais valem até dezembro de 2005. O custo da energia emergencial é revisto a cada três meses.


