O Brasil não está tão preparado para enfrentar a crise financeira como asseguram o governo e alguns economistas. Esta é a avaliação do ex-senador José Eduardo de Andrade Vieira ao afirmar que o momento é de precaução, principalmente, entre as empresas. ''Outra vez a história vai se repetir e os brasileiros, de novo, terão que cobrir o furo da economia americana como aconteceu há 15, 20, 30 anos'', salienta. Segundo ele, isso irá ocorrer porque a postura adotada pelo governo federal para segurar investidores estrangeiros no País será o aumento da taxa de juros.
''Aumentando os juros as vendas do varejo vão cair, assim como as vendas com crédito. E isso vai levar as empresas a entrar em crise'', comenta Andrade Vieira. A partir da redução do consumo, as empresas devem segurar investimentos o que, consequentemente, vai fazer cair a oferta de empregos e os salários. Uma alternativa que os empresários podem adotar é a exportação mas, mesmo assim, a tarefa será árdua. A avaliação é que a crise vai provocar a redução da demanda mundial e, por isso, os países ficarão ainda mais rigorosos com suas importações.
As soluções para escapar da crise existem, como lembra Andrade Vieira. Uma delas é a redução dos gastos públicos como forma de elevar o superávit interno. ''Mas isto é considerada uma medida impopular. Mas o momento agora é de segurar importações, incentivar exportações e diminuir os gastos públicos. As empresas devem por 'as barbas de molho', assim como as grandes empresas já devem estar fazendo e as médias não devem perder tempo'', diz.

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