Curitiba - Os seguranças de transporte de valores com carro-forte do Paraná decidiram encerrar a greve da categoria que iniciou no dia 1º de fevereiro. A decisão foi tomada em uma assembleia que ocorreu ontem à tarde e depois de o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR) determinar que 50% dos funcionários retomassem as atividades. O desembargador e vice-presidente do TRT, Altino Pedrozo dos Santos, concedeu liminar em pedido do sindicato patronal determinando que a metade dos trabalhadores retornassem a seus postos e que as empresas fornecessem o número suficiente de carros-fortes.
A greve afetou o abastecimento de dinheiro em caixas eletrônicos de vários bancos, na Capital e também no Interior. Os empregados voltam ao trabalho hoje e a previsão é que o abastecimento esteja totalmente normalizado nos bancos até amanhã.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Valores e Escolta Armada do Paraná (Sindeesfort-PR), os trabalhadores optaram pelo retorno ao trabalho enquanto o dissídio da categoria é analisado pelo TRT. Isso pode demorar até 60 dias.
A decisão do TRT de que sejam colocados carros-fortes suficientes aconteceu depois que foram feitas denúncias à Federação dos Vigilantes do Paraná (Fetravispp) de que uma empresa de Ponta Grossa teria mandado os veículos retornarem aos pátios depois que os trabalhadores resolveram retomar as atividades. O desembargador tinha fixado multa de R$ 20 mil por dia em caso de descumprimento da decisão. Em Ponta Grossa, os trabalhadores voltaram ao trabalho ontem.
Inicialmente, a categoria reinvidicava reajuste salarial de 13%, convênio médico totalmente custeado pelas empresas, e inclusão do adicional de 30% por risco de vida no 13º salário e nas férias. Como não houve acordo, ficou a cargo da Justiça do Trabalho resolver o assunto.

mockup