Segurança pública fica sob risco, dizem secretários
Os secretários de segurança pública do País estão preocupados com o efeito dos apagões no crescimento da violência nos Estados. O secretário de São Paulo, Marco Vinicio Petrelluzzi, disse ontem que o Estado literalmente pára com um apagão, aconteça de dia ou à noite. O secretário do Rio, Josias Quintal, anunciou que já planeja aumentar o policiamento ostensivo. O ministro da Justiça, José Gregori, que reuniu secretários de todo o País para discutir o Plano Nacional de Segurança Pública, garantiu que os apagões só ocorrerão nos momentos em que o sol esteja dominando a natureza.
Após a reunião de Gregori, Petrelluzzi afirmou que um apagão em São Paulo vai trazer problemas seríssimos. O secretário disse que o simples desligamento dos semáforos vai afetar diretamente a população, os serviços de saúde e até a polícia. A ambulância não chega (ao hospital) e a polícia teria menor mobilidade, exemplificou. Petrelluzzi acredita que seria recomendável manter a energia elétrica na rede pública, mas ainda não sabe se isto pode ser feito em São Paulo.
Antes da reunião com os secretários, o ministro Gregori telefonou para o ministro de Minas e Energia, José Jorge, para demonstrar preocupação com o efeito dos apagões na segurança pública. Gregori anunciou durante a reunião com os secretários que não ocorrerá apagão à noite.





