O ourives Clóvis Fabrício de Melo, 43, aprendeu o ofício com apenas 13 anos e trabalhou como empregado em várias lojas de Londrina. A atividade exige paciência e habilidade manual, características que Melo diz ter desde criança. "Sempre gostei de artes, tinha boas notas na escola, comecei polindo peças, depois aprendi a derreter e observava muito o profissional mais experiente trabalhar", relata.
O alto custo das ferramentas adiou por muitos anos o sonho de se tornar dono da própria oficina, mas Melo foi comprando aos poucos as ferramentas e aceitava encomendas de amigos em casa, para engordar o orçamento. Em 2009, o ourives finalmente conquistou seu próprio negócio, a Fabrizi Joalheiros, e, dois anos depois, veio a formalização como MEI.
Com CNPJ, ele pode abrir conta bancária jurídica, ter máquina de cartão de crédito e comprar dos fornecedores de pedras, que só vendem para empresas. Além disso, suas peças agora saem com garantia e nota fiscal. "Hoje tenho benefícios e o cliente tem mais segurança, especialmente aqueles que me procuram pela primeira vez", ressalta. Para divulgação, Melo utiliza as redes sociais, onde expõe suas peças, verdadeiras obras de arte. (C.F.)

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